Hardik Shekhar explica como organizou 21 cartas entre memória e autoconhecimento

Ilustração de envelopes abertos e folhas sobrepostas formando uma sequência visual entre luz e sombra, sem palavras legíveis.

Organizar cartas como etapas de um percurso emocional foi a escolha de Hardik Shekhar para Dear You, Dear Me. Em entrevista publicada pelo The Literature Times em 31 de outubro, o escritor descreveu a elaboração das 21 peças sobre afeto, perda, lembranças e amadurecimento.

Escrever para outra pessoa permitiu abordar relações e palavras que ficaram por dizer. Já as cartas dirigidas a si mesmo abriram espaço para examinar erros, expectativas e incertezas. Segundo Shekhar, essas duas perspectivas se aproximaram durante a construção do livro.

Para dar unidade ao conjunto, ele procurou fazer as cartas dialogarem entre passado, presente e futuro. O objetivo declarado era evitar que parecessem pensamentos isolados. Também afirmou ter preservado perguntas sem resposta e sentimentos sem resolução, deixando espaço para as experiências dos leitores.

Na escolha da linguagem, o autor relata ter buscado simplicidade e evitado explicar toda emoção. Seu interesse pela língua de sinais indiana ampliou a atenção a gestos, expressões e formas de escuta. O depoimento apresenta decisões de composição do próprio escritor; não estabelece uma fórmula geral para a escrita epistolar nem anuncia uma nova edição da obra.

Fonte: The Literature Times — entrevista com Hardik Shekhar (31/10/2026).

Ilustração criada com IA.


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