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Melissa Collings reescreve começo e final até acertar o tom do romance

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Em conversa publicada em 1º de novembro, Melissa R. Collings contou que reescreveu repetidamente o começo e o final de The Love Operation. Para a autora, a abertura precisa fazer o leitor querer continuar; o encerramento precisa mostrar que a jornada valeu a pena. O romance acompanha Cordelia, cirurgiã de coluna que aborda a vida amorosa como um problema a diagnosticar e resolver. A experiência de Collings em neurocirurgia e atendimento de coluna alimenta temas como medo, esperança, poder e vulnerabilidade, além do humor que surge quando as pessoas tentam controlar situações incertas. O título também passou por negociação editorial. A autora começou com Operating on the Past, mas a editora queria destacar o romance; Collings propôs The Love Operation, que preserva a metáfora médica e a ideia de uma missão amorosa. A entrevista mostra como a revisão de uma ficção romântica passa por decisões concretas de tom, nome e promessa ao leitor. Collings diz que busca um início que desperte curio...

Jacob O’Connor leva ritmo do kickboxing e poesia ao palco

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Em entrevista de 1º de novembro, o dramaturgo Jacob O’Connor relacionou o ritmo de Act of God à experiência de vinte anos no kickboxing. Para ele, luta e teatro compartilham exposição, atenção ao outro, mudanças de poder e viradas de cena. A peça acompanha Jack, um homem preso que participa de um curso terapêutico de poesia enquanto aguarda uma avaliação para possível liberdade antecipada. Cada poema o conduz a lembranças fragmentadas; humor sombrio, culpa e versões convenientes do passado se misturam à tentativa de dizer a verdade. O’Connor conta que a estrutura, alternando as sessões de poesia e as memórias, exigiu muitos rascunhos até funcionar. A peça também examina a diferença entre escrever um poema e revelar algo verdadeiro: a forma pode sustentar a vulnerabilidade, mas as palavras também podem servir para esconder. A montagem em arena põe o público ao redor do protagonista e reforça a sensação de observação. Act of God está programada no Riverside Studios, em Londres, de 9 a 26...

Alex Newman conta como palavras atravessam romances de amor e ficção científica

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Em entrevista publicada em 1º de novembro pela Winn Publications, Alex Newman falou sobre a trajetória entre artigos de conservação, poemas e romances de gêneros diferentes. A primeira publicação em livro ocorreu em 1994, numa pequena edição de uma aventura romântica. Newman descreve MANGO como suspense romântico sobre amor, perda, identidade e uma segunda chance. Já a série The Consent Chronicles usa a ficção científica para explorar memória, liberdade e o direito de escolher. Mesmo em outros tempos e mundos, diz Newman, as histórias retornam a questões que atravessam a vida contemporânea. A decisão de escrever também nasceu de uma experiência íntima. Newman conta que, quando uma namorada estava morrendo de câncer, tentou colocar em palavras o que ainda desejava dizer. A experiência mostrou como a literatura podia carregar sentimentos que nem sempre encontram expressão numa conversa. A entrevista reúne memória pessoal e escolhas de gênero: escrever romance para falar do presente e ima...

Artigo revisa IA em dispositivos portáteis para diagnóstico e perícia

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Publicado em 1º de novembro na revista Talanta, um artigo de revisão examina como a inteligência artificial pode ser integrada a sistemas miniaturizados usados em análises no ponto de atendimento e em perícia. As autoras são Anna Bonczyk e Renata Wietecha-Posłuszny. A revisão aborda aplicações em que dispositivos compactos coletam ou processam amostras e algoritmos ajudam a analisar sinais, prever resultados ou apoiar a interpretação. A proposta interessa a cenários em que portabilidade, rapidez e custo influenciam a escolha do método, como testes próximos ao paciente e análises forenses. O texto reúne exemplos e discute possibilidades, limitações atuais e necessidades de desenvolvimento. Trata-se de uma revisão, não de um ensaio clínico nem de uma validação nova de um aparelho específico; portanto, o artigo não demonstra que um sistema de IA já possa substituir a confirmação laboratorial ou a avaliação especializada. Ao aproximar sensores miniaturizados e aprendizado de máquina, a lit...

GDPx compara agentes de IA em biologia, materiais e outros nove domínios

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A SemiAnalysis anunciou em 1º de novembro o GDPx, benchmark de agentes que executam tarefas em 11 áreas: biologia, ciência dos materiais, desenho de chips, cibersegurança, finanças, direito, programação e outras. O projeto informa 206 tarefas e a colaboração de 14 parceiros especializados. Na tabela inicial, Claude Opus 5.5 lidera com 12,0%, seguido por Gemini 4 Carbon, com 10,9%, e GPT-6 Astra, com 9,6%. A pontuação média atribui o mesmo peso a cada domínio; o ranking inclui ainda custo médio por tarefa e combina critérios de aprovação binária e parcial, conforme a atividade. As tarefas de ciência não formam uma prova única: o painel separa áreas como biologia, materiais e engenharia de chips, com atividades preparadas por parceiros de cada domínio. O resultado permite comparar agentes em trabalhos especializados, mas a seleção de áreas e a ponderação refletem as escolhas metodológicas da própria SemiAnalysis. O placar principal usa pass@1 calculado a partir de três tentativas. A empr...

AI Lounge compara 116 versões de modelos em dez benchmarks

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A atualização de 1º de novembro do AI Lounge reúne 116 versões de modelos de inteligência artificial, incluindo 37 versões atuais, e permite comparar sistemas abertos e fechados em dez benchmarks públicos. A página informa que os dados são renovados a cada duas semanas. No Terminal-Bench 2.1, voltado a tarefas executadas sem supervisão em um terminal, Claude Opus 5.5 aparece com 87,6%, seguido de perto por GPT-6 Astra, com 87,3%; Claude Fable 5.1 registra 85%. O painel não apresenta pontuação para GPT-6.1 Sol nesse teste, o que significa ausência de resultado publicado, não desempenho inferior. A comparação também exibe custos de API por milhão de tokens de entrada e saída: US$ 4 e US$ 20 para Opus 5.5; US$ 10 e US$ 50 para GPT-6 Astra. A página reúne provas de programação, raciocínio, matemática e uso de ferramentas, entre outras. Os resultados ajudam a observar diferenças por tarefa e custo, mas não constituem uma nota universal de capacidade. Cada pontuação vem acompanhada da fonte ...

GPT-6.1 Sol lidera atualização de benchmark de escrita avaliado por IA

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A atualização de 1º de novembro do AI Writing Benchmark colocou o GPT-6.1 Sol, com raciocínio high, na liderança geral de escrita em inglês, com 95,4 pontos. Na sequência aparecem Claude Opus 5.5, em adaptive high, com 94,1, e Kimi K3.1 Pro, em high, com 91,4. Criado por Johannes Eva, o projeto informa 115 modelos comparados e 126.116 veredictos automatizados publicados. A pontuação resulta de duelos entre respostas anônimas e de um modelo estatístico Bradley–Terry regularizado. Não representa percentual de acertos: 50 pontos indicam chance estimada de vencer metade das comparações contra o modelo médio do recorte. As tarefas incluem ficção e narrativa, diálogo e roteiro, textos explicativos e outros gêneros. O placar geral reúne categorias; escolher apenas ficção muda o recorte. A classificação apresentada não comprova domínio de tom, estilo literário ou escrita em português. Os votos humanos têm classificação separada e cobertura limitada. Os próprios modelos atuam como juízes em par...

John Scalzi explica como uma pequena cidade de Ohio entrou em seu romance

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John Scalzi explicou à NPR como a experiência de viver em Ohio participou da criação de Monsters of Ohio. A entrevista com Ayesha Rascoe, publicada em 1º de novembro, relaciona a cidade fictícia de Richland às dificuldades econômicas e aos vínculos comunitários observados pelo escritor. Morador de Bradford desde 2001, Scalzi disse que queria dar atenção literária à vida nas pequenas cidades do Meio-Oeste americano. Desemprego, incerteza e relações entre vizinhos entram no romance como elementos que movem a história. Escrito entre o fim de 2025 e o início de 2026, o livro também incorpora experiências de amigos que perderam empregos no governo federal. A tensão cotidiana ganha uma expressão fantástica: pessoas e animais se transformam em criaturas monstruosas. Ao comentar o blog Whatever, mantido desde 1998, o autor associou sua escrita de opinião ao trabalho anterior como colunista de jornal. Para Scalzi, o romance e o blog atendem a formas diferentes de expressão; a esperança deposita...

R. L. Maizes relata como seis meses de revisão mudaram seu romance

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Em entrevista publicada em 1º de novembro pelo Compulsive Reader, R. L. Maizes explicou como uma revisão de cerca de seis meses transformou A Complete Fiction. Segundo a autora, o romance havia passado 18 meses em busca de editora; depois da reescrita, foi adquirido em duas semanas. Maizes percebeu que satirizava o meio literário e a cultura do cancelamento, mas tratava as redes sociais de maneira convencional. Criou então a plataforma fictícia Crave, condensou cenas e reforçou o humor. O trabalho alcançou os dois pontos de vista da narrativa. PJ parecia excessivamente vilanesca nos primeiros rascunhos, enquanto George precisava tomar mais decisões. A escritora buscou construir personagens que despertassem interesse mesmo quando o leitor discordasse deles. Para modificar a percepção de PJ, acrescentou particularidades e desenvolveu sua amizade com Marissa. O relato, feito à entrevistadora Jennifer Bannan, mostra como ajustes de tom, relações e iniciativa dos personagens participaram da...

Sophia Hannan transforma vídeos de fantasmas em escolhas narrativas

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Sophia Hannan relatou como vídeos de caça a fantasmas ajudaram a formar a premissa de We Were Never Here: investigadores da internet precisariam roubar uma pintura assombrada. A entrevista foi publicada em 1º de novembro pelo jornal estudantil The Varsity. Durante a elaboração do romance, a escritora Trang Thanh Tran sugeriu que os quadros roubados fossem substituídos por reproduções. Dessa necessidade prática nasceu uma característica de Circe: a personagem passou a ser artista, aproximando o roubo da discussão sobre imagem e identidade. Outra escolha envolve adiar a chegada à casa assombrada. Segundo Hannan, a ausência do lugar na primeira metade da narrativa permite ampliar sua presença na imaginação dos personagens, enquanto os fantasmas os acompanham fora dali. A autora também descreve a internet como espaço de aprendizado e pesquisa, mas associa a exposição nas redes a uma sensação de vigilância. Em seu relato, construção de enredo e reflexão sobre identidade queer surgem ligadas...